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Exposição homenageia cem anos de Luiz Gonzaga
Xilogravuras, fotografias e esculturas rememoram o imaginário sobre o Rei do Baião
Por: Rodrigo Cunha
Em: Sexta, 27 de Abril de 2012

Luiz Gonzaga, um dos maiores representantes da cultura nordestina brasileira no século XX, completaria cem anos em 2012 se ainda estivesse vivo.  Para lembrar do centenário do "Mestre Lua", o artista plástico e escritor Bené Fonteles está organizando a exposição "O Imaginário do Rei: Visões sobre o Universo de Luiz Gonzaga", em cartaz no Palacete das Artes Rodin Bahia.

 

O tributo reúne o trabalho de seis xilogravuristas, entre eles João Pedro de Juazeiro, Elias Santos e Ariovaldo Viana; fotografias de Christian Cravo e Adenor Godim; e esculturas de Fran Castro, Cícero Arraes e Salete Diniz. Da mostra, participam também Bel Borba, Sante Scaldaferri e Zuarte.

 

Segundo Bené Fonteles, a presença de Luiz Gonzaga é primordial na obra compositiva de diversos artistas também nordestinos, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa, Alceu Valença e Mestre Ambrósio. Entre 1941 e 1989, o "Rei do Baião" deixou uma série de gravações em discos de 78 rotações e long-plays, a maioria pela gravadora RCA Victor.

 

A influência da cultura serteneja e dos parceiros musicais na obra de Gonzaga foi rememorada pelo próprio sanfoneiro durante entrevista para o radialista Geraldo Freire, na Rádio Jornal do Commercio, de Recife, em 1982.

 

Fonteles também foi autor do livro "O Rei e o Baião", com pesquisa sobre os cem anos de Luiz Gonzaga, reunidos em 377 páginas e texto de apresentação de Gilberto Gil. O trabalho foi lançado na abertura da exposição, em 24 de abril. "O Imaginário do Rei" ficará em exposição até o dia 10 de junho.

 

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